Taí uma boa idéia que foi mal aproveitada. Apesar de ser meio clichê, uma conspiração no SUS para prover órgãos aos ricos e poderosos encaixou direitinho. Infelizmente apesar de bem escrito em cada cena, a estrutura do filme não se sustentou. O problema principal estava na definição do mundo da história.

Tudo começa com um clima de sobrenatural que não se confirma nem se desmente. A morte do personagem principal no meio do filme, passando a bola do protagonismo para a mulher grávida não caiu bem. A história poderia funcionar melhor se começasse com a morte dele e todo o processo fosse guiado por ela.

Como sempre, é um problema de escolhas. Muitos filmes nacionais sofrem dessa indecisão crônica. Às vezes tem um bando de boas idéias, mas não conseguem se decidir por aquelas que tornarão a história mais coesa. É uma tentativa de agradar todo mundo que acaba não agradando ninguém.

Essa falta de empatia e excesso de tentativa de simpatia é que nos matam. Saudades dos filmes que sabem desagradar.