2018.12.28

Por conta de uma superstição besta que não deu em nada, em 2017 não participei do Chandon Sunset, um evento bacana onde um grupo de amigos toma champanhe, e eu, cerveja, admirando o por do sol da praia de Ipanema. Cartilha carioca seguida à risca. Esse ano me despi desses medos sobrenaturais e participei.

Como na primeira edição que fui em 2014, ameaçou chover mas não choveu. E, aos 44 do segundo tempo, o sol apareceu entre as nuvens justificando o nome do evento. Palmas e outras manifestações de alegria despudorada são perdoadas nesses momentos.



Como não podia deixar de ser o dia seguinte ao Chandon foi de retiro espiritual e reflexão, a.k.a., ressaca, devidamente aproveitada por esse que vos escreve. Que venham outros Chandon Sunsets!



Esse ano achei que a praia estava coalhada de pequenos eventos como o nosso. Podia ser o calor ou um sinal de que uma nova tradição de pré Réveillon está começando a se formar na cidade. Afinal, a passagem de ano no Rio há muito deixou de ser uma diversão para se tornar uma obrigação chata e cansativa. Não há fogos de artifício que justifiquem o stress que as pessoas impõem a essa cidade moribunda.



Com o trio parada dura, Bolso, Witzel e Crivella, não duvido que o próximo Réveillon de Copacabana seja uma celebração Gospel com álcool proibido. Talvez seja o melhor. Depois de ter escolhido tantos canalhas para vilipendiá-la, a cidade do Rio talvez merece morrer nas mãos dos 4 cavaleiros do Apocalipse (o trio parada dura + a Morte).



Sempre um prazer virar de ano cheio de esperanças.