2018.12.27

Levei Alícia na Biblioteca Machado de Assis. Como outras na cidade ainda resiste. Tem uma programação robusta de eventos e um espaço infantil bem legal, com uma boa seleção de livros e uma brinquedoteca. Infelizmente, estava vazia. Nas áreas comuns alguns idosos liam jornais e concurseiros se preparavam para os seus desejados certames. Como fazer as bibliotecas se tornarem novos espaços de congraçamento e troca? Talvez transformar os espaços em co-workings? Algo a se pensar.



Também fomos ao Museu da República, onde abriram no terceiro andar uma nova exposição com poesias escritas por estudantes da rede pública em calças jeans. Em geral acho essas iniciativas sempre cafonas, mas essa estava realmente interessante. Queria ter visto com mais calma, mas a ansiedade de Alícia pra rever o quarto do "fantasma" me tirou essa possibilidade.



Terminei de ler "Um Homem com Duas Vidas". Um livro escrito por um amigo do tio da minha mulher. Conforme prometido, foi uma loucura. Mal escrito, sem estrutura, cheio de mau humor e emoções negativas, mas calhado de ideias incríveis. Acho besteira quando "escritores" dizem que nem todo mundo tem uma história a contar. Todos tem. Muitas. Porém saber editar essas histórias faz toda a diferença. Todos os livros "ruins" que já li são bem intencionados e repletos de boas sacadas. O que lhes falta é o artesanato e saber decidir o que fica e o que sai da história. Escrever, enfim, é fácil, editar é que são elas.