2019.01.01

O ano começou bem. E mal.



Foi uma virada excelente e tranquila, entre amigos e crianças. Me lembrou como as relações pessoais e fortes são importantes para a nossa felicidade.



Já o espetáculo patético da louvação ao poder tomou contornos ainda mais tristes dessa vez. Enquanto louvarmos pessoas ao invés das relações que mantemos uns com os outros, o poder sempre será um bônus usado por aqueles a quem o outorgamos em benefício próprio ou, até mesmo, contra nós. É ingenuidade acreditar em salvadores da pátria ou nesses Messias de ocasião.



Enquanto isso brigamos entre nós mesmos.

Calhou de eu estar na praça durante a passagem da faixa. Dentro do único bar aberto um bate boca entre camisas amarelas e os locais. Um terceiro grupo que bebia na loja de conveniência da frente do bar entrou na briga e gritava como o país tinha sido destruído por Maquinistas, Ascensoristas, Saxofonistas e um bando de outros istas. Só depois percebi que queriam ser referir aos petistas.

Resolvi voltar pra casa, pensando como o país inteiro precisa de Analistas.



Fiquei lembrando de um texto que li há tempos sobre como em meados do século XIX a política e a economia se tornaram as coisas mais importantes da vida comunal. Mudar de foco e escolher outras preocupações talvez seja a nossa salvação desse ambiente tóxico que vivemos. É quase como o oposto da alienação, retiro da mão do outro o poder de me incomodar. Podem dominar o meu corpo, mas nunca a minha mente.

Afinal de contas, qual o papel da vida humana frente ao Cosmos? Somos apenas uma anomalia numa máquina bem azeitada. Por que devemos nos dar tanta importância assim?